Número de mortos aumenta em decorrência das enchentes no Estado do Rio de Janeiro

Artigo traduzido por Raimundo Santos
Original em inglês: Death toll mounts from flooding in Rio de Janeiro state - BBC
Segundo testemunhas, deslizamentos em Teresópolis destruíram prédios e jogaram carros nas árvores.
Mais de 230 pessoas morreram nas cidades próximas ao Rio de Janeiro em consequência das fortes chuvas que continuam causando enchentes e deslizamentos no sudeste do Brasil.
As chuvas durante à noite deram início aos deslizamentos na cidade serrana de Teresópolis, onde foram informadas as mortes de 122 pessoas.
Pelo menos três bombeiros estavam entre as 107 pessoas mortas nos deslizamentos em Nova Friburgo.
Este ano aconteceram várias enchentes no Brasil, com milhares de pessoas sendo desabrigadas.
O número de mortos tem subido constantemente, enquanto socorristas chegam aos remotos vilarejos nas áreas serranas, sendo que alguns deles foram destruídos.
Inicialmente, autoridades da defesa civil em Nova Friburgo informaram que sete pessoas haviam morrido alí, antes de elevar o número várias vezes.
Visita Presidencial
Foi declarado estado de emergência em Teresópolis, que fica a 100 km ao norte do Rio de Janeiro, onde mais de 1.000 pessoas ficaram sem teto. Outras 20 pessoas morreram na vizinha cidade de Petrópolis. Outras 20 pessoas morreram na cidade de Petrópolis, que fica próxima à cidade e Petrópolis, informou a mídia brasileira.
Com muitas pessoas ainda desaparecidas, teme-se que o número de mortos possa aumentar mais ainda, e também existe preocupação com a possibilidade de doenças geradas pelas águas.
Mais de 800 socorristas estão conduzindo as buscas na área. A marinha brasileira ofereceu helicópteros para transportar equipamento e pessoal.
Testemunhas disseram que as equipes de resgate estavam usando maquinaria pesada, pás e as próprias mãos para cavarem através de toneladas de lama e entulho.
A presidente Dilma Rousseff deve sobrevoar a área nesta quinta-feira para inspecionar os danos.
No início da semana, chuvas torrenciais no vizinho Estado de São Paulo mataram 13 pessoas e tornou o tráfego caótico na maior cidade brasileira.
Em Teresópolis, um rio transbordou e encobriu prédios, enquanto as chuvas causaram vários deslizamentos.
"É uma grande catástrofe, um grande desastre," declarou o prefeito de Teresópolis, Jorge Mário, à TV Globo.
No início desta semana, chuvas torrenciais no vizinho Estado de São Paulo deixaram 13 pessoas mortas e tornaram o tráfego caótico na maior cidade brasileira.
Em Teresópolis, que fica a 100 km ao norte do Rio de Janeiro, um rio transbordou, encobrindo prédios, enquanto as chuvas causaram vários deslizamentos.
"É uma enorme catástrofe, um grande desastre," disse Jorge Mário, prefeito de Teresópolis, à TV Globo.
Imagens de TV mostraram casas destruídas e carros submersos.
"Eu vi seis corpos na minha rua," disse à agência de notícias Reuters, Antônio Venâncio, de 53 anos de idade.
Ele disse que sua casa foi inundada com lama, mas continuou de pé.
"Simplesmente não sabemos o que fazer diante de algo tão terrível,", acrescentou.
Autoridades da defesa civil em Teresópolis disseram que em 24 horas choveu 144 mm - mais do que a quantidade normal de todo mês de janeiro.
Mar de lama

Três cidades estão sem eletricidade e telefone, e não há água potável, informaram as autoridades.
As principais estradas foram isoladas pelas enchentes e deslizamentos, com o caótico tráfego aumentando os desafios enfrentados pelas autoridades.
O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, solicitou helicópteros à marinha para auxiliar o transporte de equipes de resgate até à região.
Um morador descreveu a situação em Petrópolis como um "mar de lama".
"Vivo aqui há 25 anos e nunca vi algo assim," relatou à Folha website, Manoel Cândido da Rocha Sobrinho.
"Moro num lugar mais alto, mas quando olho para baixo apenos vejo um mar de lama. A maioria das pessoas se salvam subindo nas árvores ou fugindo para lugares mais altos.
Artigo traduzido por Raimundo Santos
Original em inglês: Death toll mounts from flooding in Rio de Janeiro state - BBC
Nenhum comentário:
Postar um comentário